terça-feira, 23 de abril de 2013

Infográfico: desafios de profissionalizar seu hobby

Criado pelo FotoSeeds, achei esse infográfico muito interessante, e resolvi compartilhá-lo com vocês. Ele aborda de forma muito clara as dificuldades e desafios presentes no processo de transformar aquilo que você gosta de fazer (um hobby, em outras palavras) em trabalho (um de verdade, que pague suas contas e tal). Ele fala especificamente de fotografia, mas me identifiquei bastante com o que ele diz... acho que essa mesma lógica se aplica à maioria dos empregos de criação, como arquitetura e design. A questão mercadológica pode ser estendida, ao meu ver, a qualquer profissional autônomo. Confiram abaixo:

Não traduzi o infográfico (afinal não tenho permissão de mexer no trabalho original, fora que estragaria a arte da coisa toda se eu alterasse as fontes), mas o resumão pra quem não manja inglês é esse: se você tem um hobby, como fotografia, por exemplo, e deseja transformar isso em seu ganha-pão, três grandes dificuldades vão aparecer pra você... insegurança, ignorância e inexperiência. Não em relação ao trabalho em si, mas sim aos outros aspectos diretamente relacionados a ele, como o trato com os clientes, a formação do preço do seu produto, etc.

Isso gera um fenômeno terrível (que eu vejo MUITO presente no âmbito da arquitetura) que é a desvalorização de classe. Um iniciante que não cobra o devido valor pelo seu trabalho prejudica toda uma classe de profissionais, porque o mercado fica mal-acostumado em pagar um valor irrisório pelos serviços... sem falar que ele ganha poder de barganha, porque sempre vai ter alguém disposto a fazer o trabalho pela metade do preço justo, só para poder pegar o cliente. E trabalhar por um preço injusto gera frustração, que gera irritação, que gera impaciência, que gera trabalhos não tão bons. Fato.

O gráfico mostra também que, ao contrário do imaginário geral, ser autônomo não é um mar de rosas... no caso de um fotógrafo, a pessoa pode pensar que vai ser uma maravilha passar o dia inteiro tirando fotos, mas não é bem assim que realmente acontece. Apenas 12% do tempo dedicado ao trabalho você vai realmente fotografar! O resto do tempo é usado para lidar com marketing, contas, edição, gerenciamento de recursos, etc, etc, etc...

Isso tudo gera um ciclo vicioso que prejudica uma classe inteira de profissionais e acaba botando por terra os sonhos de uma pessoa que queria apenas ganhar um dinheirinho com o que ama fazer.

O que o infográfico sugere para solucionar isso? Recupere aquele espírito amador que você tinha! Lembre-se que existe uma linha tênue entre amor de ódio, portanto trabalhe sempre de uma forma em que você não cruze essa linha... Se você não está preparado para entrar de cabeça no mercado e ser realmente um autônomo, o que gera muita pressão e pode transformar o seu hobby em uma coisa chata e morosa, comece aos poucos, tornando aquela atividade que você ama um hobby que gera um troquinho, ao invés de sua fonte principal de renda.

Dessa forma, você não vai se desvalorizar, porque não vai se sentir obrigado a aceitar qualquer preço pelo seu trabalho, não vai se sentir pressionado em pegar trabalhos que não gostaria de fazer só pelo dinheiro e aos pouquinhos vai começar a angariar a clientela que possivelmente te dará a plataforma para, aí sim, se dedicar inteiramente a isso, caso você queira.

Acho extremamente válidos esses argumentos. Não consegui transcrever tudo o que o infográfico diz (o ideal é que vocês mesmos tirem um tempinho para lê-lo), mas acho que a ideia principal é essa. E vocês, o que acham?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Casa pré-fabricada dobrável

Genial! Essa casa pré-fabricada, design do Michel Antoun Zateef, foi pensada para ser facilmente transportada e montada, perfeita para utilização emergenciais e provisórias. O grande lance desse projeto é que ela se dobra, economizando espaço para o transporte e ao mesmo tempo duplicando sua área útil para utilização. Nas fotos abaixo podemos conferir o protótipo:








sexta-feira, 12 de abril de 2013

10 ícones arquitetônicos para se visitar em Roma

Não, eu não conheço Roma, mas sim, é um dos destinos de viagem que mais me atraem. Impressionante a quantidade de coisas magníficas que essa cidade pode nos oferecer... dentre elas, 10 verdadeiros monumentos arquitetônicos, ali, só esperando pra encantar os turistas que se aventuram nesse importantíssimo berço cultural. Confiram o top 10, segundo a Freshome, e sinta inveja aqui comigo... Vamos começar a juntar esse dinheiro pra viajar, minha gente!

#1 Coliseu


#2 Piazza Navona


#3 Coluna de Trajano


#4 Castelo Sant'angelo


#5 O Panteão


#6 Fontana di Trevi


#7 o Fórum Romano


#8 Villa Borghese


#9 Basílica de São Pedro


#10 Monumento a Victor Emmanuel II

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Modular e multiuso


Sou só eu que fica fascinado com essas ideias super simples que nunca ninguém pensou antes? Esse sofá, por exemplo: design do Matthew Pauk, ele toma partido das frestas entre as almofadas e dos espaços ociosos abaixo dos assentos para gerar peças de mobiliário encaixáveis, liberando assim espaço na sua sala, por exemplo, conforme as necessidades.


Móveis modulados não é lá uma novidade, eu bem sei disso, mas grande sacada aqui são as várias possibilidades de modulação que o design nos oferece... de uma única peça de mobiliário se obtém um sofá, dois pufes, uma mesinha de centro... ou a mistura disso tudo, como o sofá híbrido de dois assentos com uma mesinha intermediária. É desse tipo de solução que precisamos para viver confortavelmente nos cada vez menores apartamentos que vemos para vender atualmente... 




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dicas para melhores fotografias (ou renderizações) de interiores - Parte 2

Continuando agora com as dicas do post anterior (clique aqui se você ainda não o viu), agora vou tentar abordar um pouquinho mais os aspectos técnicos do processo. Muito do conteúdo que vocês vão ver aqui foi retirado de um excelente artigo redigido pelo Lasse Rode, do Studio XOIO, em Berlin. Esse cara trabalha basicamente com ilustração arquitetônica e tem trabalhos lindíssimos no seu site. Sempre bom dar uma olhadinha pra se inspirar.

Como disse na primeira parte, essas dicas são intercambiáveis para a fotografia e para a renderização fotorrealista, em sua maioria. Antes falei um pouco dos ângulos e da importância da luz natural, agora vou falar um pouquinho mais sobre composição, foco e contraste.


Pense com cuidado na composição de suas cenas!

Composição, ao meu ver, é a grande chave que vai diferenciar um bom trabalho de um trabalho mais ou menos. Infelizmente, nós como arquitetos temos mania de querer mostrar o máximo possível do ambiente em uma cena só... Ás vezes o motivo não é nada nobre: os clientes querem as imagens pra ontem, ou então (principalmente no caso de se renderizar projetos de terceiros, para colegas arquitetos apresentarem para seus clientes) busca-se reduzir ao mínimo a quantidade de imagens renderizadas para economizar no pagamento do pobre do ilustrador. Fica muito complicado, com esses limitadores, buscar seguir à risca as técnicas de composição...

Apesar disso, devemos sempre buscar ter em mente a questão da composição na hora de renderizar/fotografar, por mais que isso seja difícil. A organização dos elementos das imagens deve ser clara para facilitar a compreensão do observador em relação àquele ambiente.


Lembram-se quando falei dos ângulos? Na imagem acima temos exemplificadas algumas das opções mais básicas de ângulos de visão de um observador... Esses ângulos em específico favorecem uma boa composição de cena porque diminuem a quantidade de linhas de perspectiva, acelerando o processo de compreensão da imagem. Não deixe de capturar todos os ângulos (como falei aqui), mas na dúvida (ou na falta de tempo), comece por estes acima.

Ângulos básicos aplicados

A regra de ouro da composição de imagens é a chamada regra dos terços ("rule of thirds", não estou bem certo quanto ao "nome oficial" em português, mas é algo do tipo, hehe). Divida a sua imagem verticalmente e horizontalmente em três partes. Qualquer coisa em sua imagem que esteja sobre as linhas, ou no encontro delas, receberá mais enfoque e será percebida mais claramente pelo observador (veja os exemplos acima). 

Aplicação da regras dos terços

Cenas cujos elementos focais principais encontram-se nessas áreas são mais harmoniosas... faça o teste: vá a uma praça e escolha uma árvore. Fotografe essa árvore de forma centralizada, depois tente fazê-lo deslocando a câmera para um dos lados, alinhando o tronco dela com uma das linhas verticais (a maioria das câmeras digitais hoje em dia oferece a opção de mostrar no visor as linhas de grid da regra dos terços). Note como a segunda imagem de alguma forma apresenta um resultado melhor... essa é a magia da composição agindo sobre a sua foto.


Foque nos planos (ou não!)

Também faz parte das regras de composição atentar para a disposição dos elementos diversos presentes nas fotos e renders em seus respectivos planos. Como assim? Geralmente em uma imagem existe o plano dos elementos mais próximos do observador (1º plano), o plano intermediário (2º plano) e o plano mais distante (3º plano). Às vezes, podemos ter mais ou menos planos de elementos, dependendo das características da cena... poucos planos podem tornar a imagem chapada, afinal são eles que conferem profundidade à imagem. Só que planos demais podem poluir a cena, dificultando a compreensão por parte do observador e passando a impressão de desorganização.

Uma coisa que ajuda na questão da organização dos planos e que fica linda em uma fotografia/render é trabalhar o "depth of field" (ou DOF pra encurtar) para desfocar alguns planos, valorizando os elementos principais da cena.

Acima, temos um exemplo dessa ideia aplicada de forma didática...em cada uma das situações, temos três planos de composição na imagem. Na primeira, note como o primeiro plano se sobressai ao desfocar o segundo e o terceiro. Na segunda, o segundo plano é que está sobressaído. No terceiro caso, o plano de fundo fica mais evidente. No quarto caso temos todos os planos em foco...repare como aqui não temos tanto a noção de profundidade, e como os três planos "brigam" entre si pela atenção do observador.

Se você não sabe direito o que é "depth of field", clique aqui e assista a esse excelente vídeo do Flávio Lamenza, que fala de forma bem didática o que é e como atingir esse resultado com a câmera fotográfica (não são todas as câmeras que conseguem esse resultado, isso envolve poder mexer no diafragma, e por consequência no obturador... assistam ao vídeo que vocês entenderão melhor do que se eu tentar explicar, hehe). No caso de renderizações, alguns softwares já oferecem embutidos em suas configurações a opção de mexer no DOF... ou você pode simplesmente trabalhar isso em um editor de imagens como o photoshop.

Primeiro plano desfocado
Apenas tome cuidado para não exagerar...saber usar o DOF por si só é quase uma arte. Se você abusar ou economizar no desfoque dos planos você pode obter resultados não muito bons. Só com o treino mesmo poderemos adquirir esse senso de equilíbrio necessário para um bom resultado... mãos à obra!

Tenha uma boa gama de cinzas em sua imagem.

Essa dica se relaciona com a dica da luz do primeiro post. Uma boa cena é aquela que apresenta um bom contraste e uma gradação completa de cinzas (ou cores), do branco ao preto.

Exemplo de cena com boa gradação de cinzas
Vou me explicar: é que na verdade as imagens como as percebemos são oriundas da reflexão da luz sobre a superfície dos objetos. Diferentes fontes de luz refletindo em diferentes superfícies geram uma gradação aos nossos olhos que muitas vezes passa despercebida. Olha para a parede da imagem acima. Nosso cérebro nos diz que é uma parede branca, certo? Mas se olharmos atentamente para a imagem, veremos que a única parte realmente branca da imagem inteira está na luz entrando da janela... a parede em si é uma compilação de cinzas. Vêem?

Gradação de cinzas da imagem
Da mesma forma funciona com as cores: uma parede, digamos, vermelha apresenta dezenas de tons diferentes de vermelho, alguns mais clarinhos, se aproximando do branco, e outros mais escuros, se aproximando do preto...

Ter uma boa gama de cinzas significa encontrar um equilíbrio apropriado para que sua cena não esteja iluminada demais (muitos elementos brancos, sombras chapadas quase pretas) ou de menos (muitos cinzas, quase nenhum preto ou branco). Essa gradação enriquece a imagem, e a torna mais interessante, chama muito mais à atenção.



Na hora de fotografar podemos regular um pouco isso através do fotômetro da própria câmera fotográfica (de novo vou linkar um vídeo do Flávio... aqui ele explica direitinho essa ferramenta). No render controlamos isso na colocação das fontes de luz ou também com editores de imagens. Mexer no contraste e nos níveis de uma imagem também requer bom senso! Tome muito cuidado para não exagerar.

***
Com isso vou parando por enquanto a parte 2. Ainda falta um pouquinho pra dizer, basicamente sobre a preparação do ambiente antes da foto/render, principalmente em relação à adornos, enfeites, etc... Esse assunto tem muito a ver com a composição, mas vou deixar para um outro post. Espero ter contribuído alguma coisa com o pouco que aprendi... Até a próxima!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Concreto em interiores: quebrando paradigmas

Eu sou suspeito pra falar desse assunto, porque amo esse material aplicado na arquitetura. Extremamente plástico, a liberdade formal que ele proporciona, bem como seu incrível potencial para produção industrial o faz um dos materiais de construção mais versáteis que existe. Graças a ele o modernismo pode florescer em toda a sua plenitude, lançando tendências que ainda se fazem presentes até hoje...


Em construções com estrutura em concreto armado ou protendido, quando há um prévio planejamento e cuidado em relação à superfície acabada de seus elementos construtivos no momento da desforma, ganhamos o potencial de tomar partido desses elementos no resultado final da edificação. Isso se aplica tanto a fachadas quanto a interiores. Obviamente tudo requer um certo equilíbrio, para não tornar os ambientes muito frios, impessoais ou com cara de inacabados... Mas quando bem utilizado o concreto, com suas variações de tonalidades e de texturas, adiciona um charme único a esses ambientes, conferindo um ar bastante urbano e contemporâneo.



É o caso desse projeto da oooox de uma residência na República Tcheca. Com pisos, tetos, paredes e escada em concreto aparente, vemos aqui um exemplo bem balanceado de uso desse material. Os tons neutros dos elementos construtivos servem como uma espécie de tela em branco para que se sobressaiam tanto o mobiliário quanto os elementos de iluminação. Note o uso ocasional de texturas naturais, como madeira e algodão, para trazer um pouco mais de calor aos ambientes, quando necessário.








Lindo! E ainda por cima dá pra economizar um troco em revestimentos... que acham?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A evolução da casinha de cachorro


É, os tempos mudam... nada de casinha de cachorro no fundo do quintal para essas residências japonesas. O construtor Asahi Kasei se especializou em construção de casas "pet-friendly", ou seja, que ofereçam conforto e diversão também aos animais de estimação que ali vivem. Afinal, não deixam de ser usuários do ambiente também, não é verdade?


Os gatos e cachorros, nesses projetos, possuem acessos próprios dimensionados especialmente para eles, pelos quais podem transitar livremente pela maioria dos cômodos, sem dependerem de um humano abrir a porta para eles, hehe.


Além disso, tem várias áreas de exercício onde podem correr, escalar, se esconder e explorar diversos espaços interessantes e feitos especialmente para seu entretenimento. Grades especiais do lado de fora os mantém em segurança, evitando que escapem para a rua...


Até mesmo, para os bichos mais espertinhos, são oferecidas áreas específicas para a hora em que a natureza chama... humanos e animais dividem democraticamente o mesmo banheiro, como podemos ver em uma das imagens acima.


Muitos irão questionar o propósito disso tudo, mesmo pessoas que têm bichos de estimação e que têm bastante carinho por eles. Digo apenas isso: a boa arquitetura deve se adequar às necessidades de seus usuários... e se esses usuários em específico estão felizes em oferecer mais conforto para seus animais de estimação, então ótimo! A demanda foi atendida e o projeto foi um sucesso.